segunda-feira, 11 de maio de 2009

 

Tudo começa com um sonho

por Maria Silvia Orlovas - morlovas@terra.com.br

Tudo de fato começa com um sonho. Sonhar com coisas boas em nossa vida, em ter um bom trabalho, ser feliz no amor, viajar para um lugar especial, enfim, acreditar na vida é fundamental para ter saúde e ser feliz.

O otimismo é construído sobre sonhos. A pessoa otimista acredita sempre na vida mesmo quando as coisas não dão certo. Na verdade um bom otimista é uma pessoa de fé que até contamina quem está ao lado por sua postura otimista frente os desafios e não há nada errado nisso. O problema aparece quando o sonhador fica só na imaginação. Como se guardasse o sonho para o futuro justamente para não correr o risco de se decepcionar com a realidade.

Esse tipo de pessoa não tem a persistência necessária para a colheita dos frutos do seu trabalho e não consegue se fixar num objetivo. Às vezes até tenta criar raiz, investir numa carreira sólida, mas basta surgir uma contrariedade que desanima, fica pensando como seria se trabalhasse num outro lugar, com outras pessoas, e ás vezes vai ainda mais longe pensando em como seria se vivesse num outro país, como se nada de sua vida fosse bom, ou pudesse se tornar bom. Sim, porque devemos sempre lembrar que nada é eterno. Tudo na vida pode mudar. As pessoas, quando desejam, podem se transformar, aprender com a vida, fazer tudo diferente. Quantas empresas sólidas já vimos fora do mercado? Quantas pessoas casaram apaixonadas e depois de algum tempo se separaram? Quantas pessoas vimos concluindo um curso e exercendo uma profissão diferente?

Na verdade, as coisas estão sempre se transformando, mudando, da mesma forma que nossos sonhos também devem amadurecer e tomar pé na realidade material. Não basta pensar em coisas positivas; é preciso ter humildade para começar correndo o risco de não dar certo, mas também de tudo caminhar para um lado bom. Tudo é possível sempre. Às vezes alguém que sonha com um casamento feliz pautado em companheirismo e amizade só irá encontrar a pessoa numa idade mais madura. Por que não continuar acreditando na vida mesmo depois de encontrar portas fechadas?

O que não devemos fazer é mudar o tempo todo querendo resultados rápidos, sem dar tempo ao tempo e espaço para o nosso esforço prosperar, vivendo constantemente olhando em volta, vendo a vida das outras pessoas, se comparando e se sentindo infeliz. Claro que todos nós aprendemos muito com a comparação. Desde crianças, em sociedade, somos convidados a conviver com os colegas e a aprender com as diferenças, mas vamos concordar que não é fácil... Quantas vezes não nos sentimos rebaixados quando nosso coleguinha contou as façanhas de suas férias na praia e nós não tínhamos nada para falar porque ficamos em casa?

Nem sempre estamos por cima, nem sempre as coisas fluem como imaginamos, mas será que temos o direito de sermos infelizes por conta disso?

Nesta semana, atendi um homem de seus 50 anos muito triste porque sua vida era um fracasso. Casado pela segunda vez com uma mulher inteligente e muito disposta a ajudá-lo não conseguia mais valorizar sua companheira, despejando o mau humor de suas derrotas profissionais em cima dela. Como haviam se conhecido no trabalho ele, imaginava que tinha que partilhar tudo com ela e, é claro, que falar dos insucessos o deixava ainda mais irritado e sem paciência. Com isso ambos estavam perdendo a sintonia amorosa...

Indicado para fazer uma sessão comigo por uma prima, também terapeuta, ele chegou descrente de tudo, mas respeitando a possibilidade de uma luz iluminar seu caminho obscuro. Expliquei como funcionava a sessão e assim que ele relaxou apareceu uma vida em que ele, filho de um rico fazendeiro, sentia-se muito mal com o pai que o tempo todo desprezava seu trabalho, sempre exigindo mais. Acuado no seu canto o rapaz se afastou, inclusive dos irmãos, porque pensava que o pai não exigia tanto deles. Nessa comparação, o ódio foi crescendo em seu coração e mesmo tendo herdado tudo quando o pai morreu e não tendo compartilhado nada com a família ele se sentia infeliz. Claro que não foi muito fácil para meu cliente que se sentia vítima do destino compreender que ele ainda sentia essa raiva toda e que esse peso no astral atrapalhava qualquer abertura profissional e pessoal.

Ficar com raiva das portas fechadas do destino de nada adianta. Mas era exatamente assim que ele se sentia, despejando em cima da companheira e dos filhos toda sua frustração. Expliquei que era necessário ir por partes. Primeiro, criar uma conexão dele com Deus perdoando a si mesmo e ao universo por conta das derrotas; depois, cuidar de não sujar com raivas e gritos o ambiente familiar, porque se a energia desse núcleo estiver ruim tudo vibrará assim à sua volta. Convidei também o Sr. Alfredo a investir no autoconhecimento, porque quando sabemos mais de nós mesmos temos mais instrumentos para concretizar nossos sonhos. Porque não há nada errado em sonhar, mas se ficamos apenas nos sonhos a chance deles se transformarem em pesadelos é imensa.



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quinta-feira, 7 de maio de 2009

Sabe o segredo de Susan Boyle ? O jeitão desleixado

A voz incrível, numa mulher linda e fashion, dificilmente faria tanto sucesso

Susan Boyle: o nome dela provoca sorrisos largos até nas pessoas mais sisudas. A senhora desengonçada, de roupas simples e uma voz de arrebatar os sentimentos ainda provoca a credulidade de muita gente, no mundo todo. Depois de fazer cair o queixo dos jurados e da platéia de um dos programas de calouros mais disputados da televisão, o britânico Britains´s Got Talent, Susan segue causando mudanças. "Historicamente, o ser humano forma seus juízos com base na aparencia, que é decisiva. Reis e faraós usavam roupas e maquiagens diferentes para impor seus status", afirma o psicoterapeuta Chris Allmeida, especialista do MinhaVida. Numa entrevista sem concessões ao politicamente correto, ele revela porque o caso de Susan Boyle ainda causa tanto espanto e revela como o preconceito pode ser paralisante não só para os outros, mas para você.

A aparência serve como elemento de persuasão?
Na interação humana, a aparência é muito importante. Quando estamos em contato com uma pessoa desconhecida, temos poucos elementos sobre ela. Nosso cérebro age rapidamente na busca de informações para descobrir se é ou não uma pessoa confiável. Neste sentido, os apelos visuais são as primeiras impressões que temos acesso. Daí o ditado de que a primeira impressão é a que fica.

Susan, no caso, tem um talento excepcional. Mas imaginando que ela fosse mediana: a aparência tenderia o juízo à reprovação?
Possivelmente.

A que riscos estamos expostos, julgando os outros pela aparência?
Repare que não estou incentivando as pessoas a julgarem umas às outras pela aparência nem, muito menos, fazer disso uma regra de conduta. Mas este pré-julgamento é inevitável. Portanto, conscientes deste processo, precisamos de maior cautela no julgar o outro pela aparência. Não ser tão rápido em tirar conclusões, pois perdemos oportunidades.

E a que ameaças expomos as pessoas, usando a aparência delas como limite?
No fundo, corremos o risco de perder o ser humano real que existe por trás daquela aparência, restringindo a relação àquilo que ele está revelando naquele momento.

Nós tendemos a manipular nossa aparência em favor do que acreditamos? Ou é o contrário: deixamos que os outros manipulem nossa aparência?
As duas alternativas podem estar corretas. Na verdade, nosso modo de vestir e se apresentar é uma ferramenta de interação com o mundo que nos cerca. Se vivo em sociedade, vou buscar adequar o meu perfil a ela, exceto se quero contestar ou ir contra uma tendência. Daí, me apresentarei de forma não convencional. Mas existem ainda algumas pessoas que são espíritos livres, que se vestem nem para agradar, nem para desagradar. São pessoas que apenas são aquilo que são. Obviamente, o primeiro grupo, dos que se adaptam a realidade social, - encontram um canal de comunicação (e aceitação) mais amplo. Isso não é bom nem ruim, depende dos objetivos que a pessoa traz com ela mesma.

No caso de Susan, a aparência desleixada pode ter ajudado em alguma coisa?
Pode ter ajudado no sentido de causar um impacto, o que é interessante aos olhos da mídia. Afinal, as pessoas gostam de assistir coisas diferentes. Mas a aparencia desleixada é desnecessária, não é o melhor caminho para quem quer fazer sucesso. No caso, houve um misto de sorte e oportunidade.

A inscrição dela no show de talentos mostra que ela não é, assim, tão descrente de si mesma?
Exato. Algumas ações podem ser propositais. Mas dificilmente iremos saber se este é o caso de Susan Boyle. Mesmo porque a televisão é um mundo de sonhos e fantasias.

Susan, depois de passar pelo programa, apressou-se em mudar cabelo, figurino e cuidar da pele. Isso é sinal da auto-estima melhorada? Ou, ao contrário, é sinal de que ela entrou para a roda de dependência da opinião pública?
A este processo chamemos de adequação ao meio. Talvez ela tenha entendido que a sociedade possui alguns protocolos. Por um lado, ninguém precisa respeitá-los, afinal, somos livres. Mas, se você quiser interagir melhor com o mundo, pode direcionar sua atenção para prestar mais atenção a estes detalhes. Isto abrirá algumas portas. Mesmo porque, a recusa em querer se cuidar é que parece ser um disturbio. Manter uma boa aparencia é, em si, uma atitude psicologicamente saudável. Dentro dos limites do bom senso, é algo que deve ser estimulado
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